Case · iFood Pago
Pesquisa qualitativa em escala pela primeira vez
Duas pesquisas, 59 entrevistas em profundidade e mais de 5 horas de conversa gravada — a primeira rodada fechou 33 entrevistas em 30 horas
Publicado em 21 de julho de 2026 · Grunn

O iFood Pago é o braço de serviços financeiros do iFood. No ano fiscal encerrado em março de 2026, respondeu por cerca de um quarto da receita do grupo, com R$ 52,6 bilhões transacionados. É uma operação que decide rápido e erra caro — e boa parte dessas decisões passa pelo time de design.
O problema é que pesquisa qualitativa não escala no ritmo de quem lança produto financeiro. Uma rodada tradicional envolve recrutar, agendar, conduzir e transcrever de seis a oito conversas. Semanas de trabalho para uma amostra que cabe numa mão.
A gente perde muito tempo aqui com recrutamento: marca a entrevista, a pessoa não aparece. Não perder esse tempo foi essencial.

Em março de 2026, o time usou a Grunn para investigar a adoção de um novo produto de crédito ao consumidor. As primeiras cinco entrevistas chegaram na primeira hora. Em 24 horas eram 26. A rodada fechou com 33 entrevistas em profundidade num intervalo de 30 horas entre a primeira e a última resposta.
A segunda pesquisa, em julho de 2026, investigou comportamento de pagamento no checkout. O roteiro era de cinco minutos. A conversa média durou 8,8 minutos — as pessoas falaram quase o dobro do previsto, sem que ninguém precisasse insistir. Somadas, as duas pesquisas renderam mais de cinco horas de conversa gravada.
Volume, porém, cria um problema novo: alguém precisa ler tudo. É aí que a síntese automática deixa de ser conveniência e vira condição para o método funcionar.
Quando você tem uma grande quantidade de respostas, o designer passaria muito tempo olhando uma por uma. Vocês sintetizam de um jeito que ele não precisa fazer isso.

Na prática, isso mudou a ordem do trabalho: a pesquisa qualitativa deixou de ser a etapa que trava o cronograma e passou a rodar em paralelo com o quantitativo, alimentando a mesma apresentação com citações e gravações reais.
Consegui ir analisando a pesquisa quantitativa que a gente estava fazendo em paralelo, enquanto a qualitativa rodava na Grunn.

Escala e profundidade deixaram de ser um trade-off. É isso que a Grunn existe para resolver.